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ELÉTRICOS NA LINHA 22 SUSPENSOS POR CERCA DE TRÊS ANOS

2021.11.08

ELÉTRICOS NA LINHA 22 SUSPENSOS POR CERCA DE TRÊS ANOS
Trajeto da Linha 18 vai ser alargado até ao Passeio Alegre para proporcionar novas viagens

A STCP incentiva todos os portuenses e turistas a viajarem no elétrico da linha 22, até amanhã, para tirarem partido do fantástico passeio pelas ruas do centro do Porto, pois esta linha irá manter-se encerrada pelo período de cerca de três anos. A suspensão da Linha 22 – a partir de dia 10 de novembro, quarta-feira - está associada ao evoluir das obras de alargamento da rede de metro na cidade do Porto, nomeadamente, da ligação entre as zonas de S. Bento e Boavista, situação que implica que várias artérias da baixa da cidade sejam encerradas ao trânsito, nomeadamente a Rua dos Clérigos.

A Câmara Municipal do Porto estabeleceu novas vias de circulação para os veículos automóveis, mas a linha de elétrico que faz o percurso "circular Carmo-Batalha” (Linha 22) terá de ser encerrada até as obras se darem por concluídas.

A Linha 22, inaugurada em 21 de setembro de 2007, faz o seu percurso por toda a baixa da cidade, percorre algumas das artérias mais emblemáticas, ligando a Cordoaria com a Praça da Liberdade, S. Bento, Praça da Batalha e Guindais com a Rua Santa Catarina, Aliados e a Rua de Ceuta, para depois regressar à Cordoaria.
Um percurso circular que garante o acesso às principais ruas comerciais e a um riquíssimo património construído, contribuindo desta forma para a revitalização urbana no que respeita à mobilidade e ao turismo.

Embora transportem, maioritariamente, turistas, os elétricos do Porto sempre fizeram parte da vida dos portuenses, fosse para ir trabalhar, para ir "passear ao domingo”, ou para ir "a banhos”, às praias.

➡ Os portadores de assinaturas mensais Andante (com zonas Porto incluídas) podem circular nos elétricos, não tendo qualquer custo acrescido;
➡ Os bilhetes adquiridos a bordo têm o seguinte tarifário: 1 viagem (3,50€), 2 viagens (6,00€) e ainda a possibilidade do bilhete 2 dias (10,00€), pagando as crianças apenas 50% nesta modalidade.

A STCP conta com mais duas linhas de elétrico de serviço público que percorrem alguns dos locais mais procurados da cidade:

Linha 1    Infante-Passeio Alegre
Linha que faz a marginal do Rio Douro, entre o Infante e o Passeio Alegre, na Foz;
A beleza deste passeio faz com que seja a linha de Carro Elétrico com mais procura da STCP, oferecendo viagens de 20 em 20 minutos.

Linha 18    Carmo-Passeio Alegre
A STCP vai prolongar a Linha de elétrico 18 desde o Museu do Carro Eléctrico até ao Passeio Alegre a partir de 13 de novembro.
Esta linha deixa de fazer apenas a ligação Carmo-Massarelos e passa a realizar o percurso Carmo-Passeio Alegre, contando com mais oito paragens em cada sentido de circulação (Bicalho, Ponte Arrábida, Encosta da Arrábida, Ouro, Fluvial, D. Leonor, Cantareira e Passeio Alegre). A Linha 18 passará a contar com uma oferta de 30 em 30 minutos.
O alargamento da Linha 18 foi a solução encontrada pela STCP para continuar a proporcionar uma oferta apelativa viagens de elétrico a partir da cota alta da cidade, mas agora com passeios até à Foz.
Nota: Por motivo de obras relacionado com a construção da estação do Metro, Hospital de Santo António, a Linha 18 encontra-se suspensa prevendo-se a sua reativação a 13 de novembro.



Contexto Histórico
Há que recordar que a primeira linha com carros de tração elétrica, entre Massarelos e o Carmo, via Restauração, foi inaugurada no dia 12 de setembro de 1895, sendo o Porto a primeira cidade da Península Ibérica a contar com serviço permanente de transporte público em carro elétrico.
A revolução dos transportes na cidade do Porto, na segunda metade do século XIX, deixa de ser sinal de progressismo e modernidade para se tornar numa necessidade material, seguida com muito entusiasmo pela burguesia comercial portuense, pois proporcionava comunicações vantajosas para pessoas e mercadorias.
A cidade expande-se, então, para pequenos aldeamentos da periferia. Por sua vez, os habitantes das periferias passam a ter o acesso melhorado ao centro urbano. A circulação de pessoas e produtos será facilitada e, consequentemente, o desenvolvimento da cidade. Neste contexto de crescimento urbano, os dois fatores estão relacionados, sendo, no entanto, arriscado estabelecer relações de causalidade direta.
Já em outubro de 1900, a Companhia Carris de Ferro do Porto, para ultrapassar as dificuldades impostas pela geografia da cidade, com ruas de declive acentuado, criou uma ligação entre o Carmo e a Batalha para facilitar a mobilidade das pessoas. O circuito era efetuado com o elétrico número 5 e o bilhete custava 30 réis.
Os elétricos, que circulam nos nossos dias, nas ruas do Porto datam, na sua maioria, dos anos de 1920 a 1940. São denominados por veículos Brill 23 lugares, de eixo simples, por terem sido adquiridos à J.C. Brill Company (Philadelphia, USA). Transformados ao longo dos anos nas Oficinas dos Serviços de Transportes Coletivos do Porto e, atualmente reconstruídos nas Oficinas de Massarelos da STCP. Contudo, mantêm a traça dos anos de 1960, com as cores e logotipo da primeira municipalização da empresa, em 1946.

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